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De 24 de Abril a 8 de Maio de 2010 |
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Linhas de pa ssag em que correspondem, convergem e divergem Minna Philips |
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PROGRAMA
Residência Aberta: 23 – 24 de Abril; 28 de Abril – 1 de Maio, Espaços do Desenho
Período Expositivo: 5 – 8 de Maio, Espaços do Desenho Quarta – feira a Sábado, das 19h às 23h
Inauguração/Apresentação do projecto: 30 DE ABRIL 2010, 21h Com intervenção de John Penny: Desenho indexical a partir de Barnett Newman e Richard Serra Espaços do Desenho |
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Linhas de passagem que correspondem, convergem e divergem
Viajar de um país/lugar para outro aumenta a consciência das diferenças entre crenças, costumes e valores que moldam culturas, políticas e sociedades. Esta consciência surge frequentemente como resultado de cricunstancias de inclusão, exclusão, ou do confronto entre ambas as situações. Uma circunstancia de exclusão poderá ser causada por diferenças de localização geográfica, raça, cultura, classe, situação económica ou mesmo através de diferenças nos costumes, gestos e interesses socio-culturais. Por sua vez, uma circunstancia de inclusão pode referir-se a uma conduta de tolerancia/aceitação, produtividade e/ou um sentimento de pertença. Por vezes, é ainda possível experienciar um lugar ou um acontecimento através de um ponto de vista paradoxal, ou seja, a partir de uma perspectiva onde se reconhece o confronto entre elementos/ comportamentos de inclusão e exclusão. Um acontecimento ou um lugar observado nesta perspectiva, não revela respostas ou soluções, abrindo-se por outro lado a diversas interpretações que proporcionam uma contínua actualização de posicionamentos e consciências.
Através dos seus trabalhos, Minna Philips explora esta posição particular que permite experienciar um objecto/evento ou lugar a partir de uma perspectiva paradoxal. Os seus desenhos relacionam-se com uma imagética que remete à representação ou significação de paradoxos, como por exemplo, extintores de incêndio, dispersores de água, ou mantas anti-fogo, que podem significar em simultâneo circunstancias de perigo e/ou segurança. Esta imagética é desconstruída nestes desenhos através da distorção de perspectivas; os desenhos são por outro lado organizados de forma simultaneamente contínua e fragmentada. A multiplicidade de interpretações e a ‘realidade’ desconstruída é depois exagerada pelo recurso a um estratégia onde uma instalação particular, num lugar particular, é realizado de forma a adaptar-se a diferentes espaços e contextos. Se por um lado, este processo exige uma certa constância na organização/desorganização de tais referências, ao mesmo tempo, a sua adaptação a um novo ambiente, num novo sistema ao qual são somadas novas significações e interpretações a partir do novo contexto, resulta num processo de continuidade que é gerador da sua própria história e cujo final é deixado em aberto. Por exemplo, o projecto realizado previamente pela artista em Boston, Massachusetts, foi mais tarde adaptado, desenvolvido e re-contextualizado em Baltimore, Maryland e é agora adaptado ao Espaços do Desenho em Lisboa, traçando neste percurso, uma história em aberto e uma continua expansão de possibilidades.
Os desenhos actuam como paisagens de papel que ocupam a parede, chão e/ou tecto de um determinado espaço. O trabalho é criado no próprio espaço da instalação, usando o meio envolvente mais próximo, assim como elementos únicos a esse espaço, que facilitam um estudo e integração da identidade do mesmo. A instalação resultante interrompe um entendimento isolado da estrutura espacial das referências a que os desenhos remetem, atenuando as linhas entre o trabalho e o espaço onde este é situado. O processo de desenhar torna-se paradoxal ao identificar os limites de um conceito e ao estabelecer identidades, assistindo simultaneamente à transcendência desses limites de modo a criar infinitas subjectividades. A forma como o desenho actua como intermediário entre diversas formas de arte, assim como a acção de desenhar não apenas como preparação preliminar mas como qualquer coisa que viabiliza inúmeras interpretações, qualifica o desenho como ferramenta para explorar conceitos e ideias que se estabelecem pela presença/ausência de fronteiras mais ou menos definidas. |
Minna Philips tem um Mestrado em Artes Visuais (MFA) pela Towson University, Maryland, na especialidade de Instalação e um Mestrado em Gestão das Artes (Masters in Arts Administration) pela Boston University, Massachusetts. Tem ainda uma Pós-Graduação (Post-Baccalaureate Certificate) pelo Maryland Institute College of Art, na especialidade de pintura. Para além da sua actividade como artista, é actualmente responsável pela gestão de programas de Arte na VisArts em Rockville, Maryland. Exposições seleccionadas: ‘Sink Float and Surplus’ (AREA) 405; The International Juried Competition (international Gallery); Structure (DCCA), Curator’s Incubator (Maryland Art Place); Analogue (India Habitat Centre); Geometry in Suspension (Fluid Space); Displaced (NeMe, Cyprus, Grécia). |
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De 3 a 20 de Fevereiro de 2009 |
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Os desenhadores desenham-se
Ana Leonor M. Rodrigues, James Faure Walker, Pedro Saraiva |
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P2 – duplicado
Participantes convidados e público |
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Conversa com os artistas
Com a participação de Maria João Gamito |
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3 - 6 de Fevereiro, 10 - 13 de Fevereiro, 17 - 20 de Fevereiro (quarta-feira a sábado), das 20h às 24h
Espaços do desenho, Fábrica Braço de Prata
Os desenhadores desenham-se: projecto de colaboração entre Ana Leonor Madeira Rodrigues, James Faure Walker e Pedro Saraiva, desenvolvido dentro do horário de abertura ao público: os desenhadores observam-se e desenham-se uns aos outros
P2 – duplicado: projecto realizado em colaboração com diversos participantes e membros do público. Os participantes duplicam a tarefa dos artistas, observando e desenhando os artistas e os outros participantes a desenhar através de diferentes tipos de registo – desenho, fotografia, vídeo, telemóvel. O público é convidado a acompanhar estas sessões desenhando através de um dos tipos de registo propostos ou simplesmente observando aqueles que desenham. As actividades dirigidas aos participantes/público serão acompanhadas pelos artistas em colaboração com membros do Espaços do Desenho. Sem necessidade de marcação ou inscrição prévia. Os resultados de ambos os projectos serão expostos à medida que o trabalho for desenvolvido. Esta evolução poderá ser acompanhada durante as três semanas do projecto, dentro do horário de abertura do espaço ao público.
13 DE FEVEREIRO (SÁBADO), 21H, ESPAÇOS DO DESENHO
Apresentação/conversa em torno do Projecto: Maria João Gamito em conversa com os artistas Inauguração do Projecto
Os desenhadores desenham-se
Durante 10 dias, três artistas plásticos desenham-se, retratam-se obsessivamente uns aos outros. Os modos de registo são variados, mas directa ou indirectamente referidos ao desenho.
Aos grupos de estudantes/visitantes é proposto que desenhem os desenhadores, estabelecendo a possibilidade de dois percursos paralelos, o dos desenhadores/modelos e o dos desenhadores estudantes/visitantes.
Além dos métodos tradicionais do desenho, serão ainda utilizados registos/desenhos através da fotografia, transposições, manipulações digitais, registos/desenhos através do vídeo.
Propõe-se que exista uma diferença clara entre os formatos do suporte dos visitantes e dos residentes, de modo a clarificar os dois percursos.
Ana Leonor Madeira Rodrigues
O desenhador é habitualmente alguém que observa e que nessa acção de observar, se ausenta da realidade que está perante os seus olhos.
Embora não seja uma constatação absoluta, é verdadeira em muitas circunstancias, e eu, quando olho e desenho, embora transporte muito de mim nesses desenhos raramente sou objecto da minha observação.
Neste projecto eu e dois amigos, Pedro Saraiva e James Faure-Walker, decidimos fazer coincidir numa acção o acto de observar e o de ser observado. Assim, durante dez dias obrigamo-nos a desenhar e a ser modelos uns dos outros.
Esta acção remete directamente para a relação entre o desenhador e o modelo, subvertendo o lugar dos dois numa permuta constante em que ninguém é só modelo ou só desenhador.
Tendo consciência que hoje é comum estabelecer os parâmetros de um trabalho artístico através de uma espécie de guião, aquilo que me proponho fazer é, no entanto, colocar-me durante alguns dias diante de uma resma de papel com um lápis na mão e duas pessoas de quem eu gosto a desenhar e que desenham comigo; um mergulho de prazer no desenho.
A ideia é desenhar, desenhar, desenhar e quem quiser visitar-nos/acompanhar-nos poderá seguir a mesma ideia e desenhar com a mesma obsessão (e prazer).
James Faure Walker
A minha proposta de intervenção neste projecto é a de observar e desenhar os meus dois colegas tambem observando e desenhando no espaço. Inicialmente desenharei sobre papel com uma caneta normal ou de feltro ou com aguarela. É possível que realize desenhos de larga escala. Tentarei identificar e registar os movimentos mais característicos dos meus colegas, como por exemplo, a repetição/movimentos das posições das mãos, e depois, tentarei incorporar estes desenhos num dos programas digitais com que normalmente trabalho - Painter, Illustrator, Photoshop. A realização e desenvolvimento dos meus desenhos digitais será simultaneamente projectada numa parede. Esta projecção dar-me-à ainda a oportunidade de voltar a transcrever a imagem projectada num papel, fotografando-a, por ex., e reintegrando-a no programa digital, podendo assim voltar a trabalhá-la nesse formato. Este processo poderá ainda passar pelo uso de impressões das imagens que se forem criando. James Faure Walker
Pedro Saraiva
VI(R)VER O ESPAÇO DO DESENHO
Do espaço
Três espaços rectangulares de paredes brancas.
Espaço de encontros, espaço de pensar, de escrever e descrever o rosto, a memória e o corpo em modos diferenciados de registo.
Do tempo
Três semanas, três horas diárias de Fevereiro, tempo de partilhas e experiências de três actores e diversos espectadores.
Do físico
A parede, o chão, a mesa, o branco, o banco, o papel, a caneta, o lápis, o pincel, a tinta, o pano, o computador, a máquina fotográfica, a impressora, a mão, o corpo…
… e com estes elementos decorre e percorre o projecto.
+ Info (PDF)
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De 9 a 20 de Dezembro de 2009 |
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Sacudiram-nos bem forte lá no campo da batalha |
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O projecto Sacudiram-nos bem forte lá no campo de batalha desenvolvido por um colectivo, ainda que sem nome mas de interesses comuns de vários artistas que utilizam o desenho como ponto de partida no seu trabalho, assenta em duas acções distintas mas directamente conexas; a ver:
-Uma exposição colectiva e alargada de obras de desenho, ou dele derivadas, deste grupo de artistas.
-Uma edição, a ser realizada in loco, com trabalhos destes artistas e de outros que assim venham a contribuir, por convite ou por participação ocasional feitos no local durante o espaço de duas semanas. Esta será uma edição limitada e única com tiragem reduzida (entre 50 a 150 exemplares) com desenhos, paginação, impressão e produção a serem executados no local durante a duração do projecto. A isto acresce a produção e impressão da capa em serigrafia da mesma publicação.
Em relação a este colectivo de artistas e sem entrar em grandes análises de teor estético e de princípios orientadores do trabalho de cada um, podemos dizer que é um colectivo que tem trabalhado por diversas vezes e em ocasiões distintas em conjunto, numa base de amizade próxima e de interesses estéticos comuns, revelados ainda num grande desejo do acto de pensar, produzir e divulgar a edição gráfica independente, seja ele na forma de fanzines, serigrafias, livros de artista, feiras de edição, etc.
Artistas Participantes: Ana Menezes , André Lemos, António Coelho/Atelier Mike Goes West , Bruno Borges, Filipe Abranches, José Feitor, João Maio Pinto , Jucifer, Luís Henriques, Ricardo Martins e outros.
Artistas com trabalhos em exibição: Ana Menezes , André Lemos, António Coelho/Atelier Mike Goes West , BrunoBorges, Cátia Serrão, Daniel Lima, Filipe Abranches, João Maio Pinto, José Cardoso, José Feitor, Jucifer, JúlioDolbeth, Luís Henriques, Marco Mendes, Miguel Carneiro, Pedro Lourenço, Ricardo Martins, Rui Vitorino Santos e outros. |
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Diana Regal |
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Colecção B, Associação Cultural, no âmbito da plataforma de investigação/criação Formas de fazer, da
1.
Linhas com que me coso
Linhas com que me ouço
Linhas com que me ouso
2.
Oficina do Feltro – Traços na lã |
Projecto
1.
Linhas com que me coso
Linhas com que me ouço
Linhas com que me ouso
1º Acção: Aproprio-me de um poema visual de Regina Guimarães para dar o nome a esta acção, que reflecte sobre as práticas de produção e transformação de têxteis, dos meados do séc. XX, em contexto doméstico, para a manufactura de peças de roupa e do lar.
Sabendo que trabalhar com têxteis veicula normalmente implicações de género – nas relações com o trabalho feminino – ou de relevância económica – quer no contexto global quer na economia doméstica, pretende-se que este trabalho se relacione com estas práticas, mas dando a conhecer a inter-relação entre estas e as técnicas e utensílios, as lendas mitos e ditos associados, os desenhos elaborados e todo um conjunto de elementos que passam tantas vezes desapercebidos a quem os executa.
Assim, proponho a construção de “quadros” “desenhados” com fio a partir da figura circular, com base em técnicas de produção de têxteis, como a Renda Tenerife e a Renda de Milão.
A actividade tem duas vertentes:
- Exposição e instalação dos objectos têxteis, poemas gráficos, etc;
- Oficina de trabalho colectivo aberta a toda comunidade; (no âmbito do Programa Grundtvig).
Estas duas acções são suportadas pela circulação de uma revista a acabar de editar que reúne estes dados.
2.
Oficina do Feltro – Traços na lã
2ª Acção: O Projecto Oficina do Feltro tem as seguintes actividades, que podem ser desenvolvidas integral ou parcialmente. São elas:
- Apresentação do Livro História de um tapete e Arca de Noé, com textos de Regina Guimarães, acompanhada de uma sessão de contos contados pela Joaninha de Almeida, para o público infantil, pais e filhos ou público em geral;
- Mostra do filme “Moiras”, de Regina Guimarães sobre a Oficina do Feltro, para o público em geral;
- Oficina de feltro artesanal – No seguimento do trabalho realizado na Oficina do Feltro, uma unidade da plataforma de trabalhos de criação e investigação artística e artesanal Formas de Fazer, da Colecção B, onde se pretende recuperar e reinventar formas tradicionais de fazer feltro como uma prática colectiva, aproveitando lã não transformada resultante da tosquia.
Propomos uma oficina a partir d` o ciclo da lã - tosquia, cardaçã, fiação e tecelagem e feltragem.. O trabalho visará a realização de trabalhos em feltro, a partir da recriação de práticas tradicionais, com linguagens plásticas contemporâneas. Assim, é proposto que os participantes desenhem com fio colorido sobre a lã de modo a criar um elemento que pode ser submetido a um tema, por exemplo: as caraças, ou não.
Os trabalhos poderão também ser expostos.
Organização: Colecção B, Associação Cultural, no âmbito da plataforma de investigação/criação Formas de fazer, da
Coordenação: Diana Regal. |
Natural do Porto, Diana Regal, tem formação em Figurinos para espectáculos e desenvolve desde 2001, altura em que foi viver para o Alentejo,
um projecto de investigação/criação denominado Formas de fazer, da Colecção B, Associação Cultural, que visa promover o cruzamento entre as
práticas de criação artesanal e tradicional e os territórios da investigação e criação artísticas contemporâneas.
Contacto: Colecção B, Associação Cultural: www.escritanapaisagem.net, www.col-b.org.
Pessoa de contacto: Diana Regal: dianaregal@escritanapaisagem.net | Tel./Fax: 266953607 | Telemóvel: 966090025
Fundação Carmona e Costa e de uma bolsa de Mérito do San Francisco Art Institute, sendo que actualmente é bolseiro da Fundação para a
Ciência e Tecnologia. Entre as exposições mais recentes destacam-se «Where are you from? Contemporary Portuguese Art», Faulconer Gallery,
Bucksbaum Center for the Arts, Iowa e «New Polyphonies: Contemporary Art from Portugal», University of Northern Iowa. |
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NUNO PEDROSA |
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ISO2768-mH |
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Projecto
Sendo certo que a exibição de desenhos do tipo exploratório parece ser algo inapropriado num contexto sensível às particularidades refl exivas desta disciplina, é também verdade que este género tem sido por vezes objecto de exposição graças a uma autoria que lhe é subjacente por afi nidade. Se num cenário mais convencional o desenho possui uma posição respeitável ainda que subserviente relativamente a outras práticas artísticas, no contexto actual é cada vez mais valorizado por aquilo que lhe é proprio e não tanto pelas suas qualidades enquanto instrumento de eleição no atelier do artista. Paradoxos de uma disciplina que se confi rma num período de dissolução disciplinar, sendo certo ainda que a exibição das vertentes mais claramente industriais se torna possível apenas num contexto de acrescido hibridismo.
Será talvez esse o caso ainda dos desenhos de apresentação. Habituado a algo mais do que simples exercícios de virtuosismo, não poderia ser mais contrária aos apetites do expectador contemporâneo uma exposição constituída unicamente por desenhos desta natureza. Permissível pois no contexto de uma instalação mas difícil de os imaginar isolados numa exposição dedicada exclusivamente à prática do desenho contemporâneo, quanto mais não seja pelo aparente absurdo que a simples aposição do mais puro pragmatismo instrumental num contexto marcadamente refl exivo representa. Sabendo nós de antemão que não seriam menos adversas as reacções a uma exposição de desenhos técnicos, não pode senão surpreender a inclusão nesta exposição de desenhos desta natureza e ainda para mais despidos das habituais astúcias conceptuais!
E para quem pense que uma certa contemporização poderia tornar mais fácil a convivência com estes desenhos, acrescem mais do que nunca as difi culdades que se adivinham uma vez conhecida a sua razão de ser, isto é, o propósito de comunicar com o maior rigor possível a informação confi ada, de eliminar toda a irregularidade passível de contaminar um tal exercício. Não se vislumbra pois qualquer ênfase na componente processual, nem mesmo o mais pequeno indício de que o acaso tenha tido aí um papel signifi cativo. Certamente que não é de esperar o imediatismo que o desenho parece por vezes emprestar à expressão mais arrebatada. O mais leve indício de uma componente refl exiva ou mesmo conceptual é igualmente inexistente. Não há pois razões para acreditar que estes desenhos sejam mais do que simples actos ilocucionários do tipo directivo.
Acontece que o desconforto gerado poderá ser bem mais vantajoso do que seria de esperar, em particular numa época marcada pelo esgotamento das possibilidades anunciadas pelo campo expandido da arte, mais reduzidas e previsíveis a cada dia que passa. Poderá muito bem acontecer que, para além da abundância demasiado familiar de práticas interdisciplinares, persista um constrangimento que importa contrariar e que exige de nós um comprometimento de outra natureza. Que este constrangimento esteja na origem das difi culdades encontradas não é de todo surpreendente, mas um tal conhecimento de pouco ou nada nos serve se não se fi zer acompanhar de um esforço adicional de ordem conceptual. Será pois no contexto destas difi culdades que se incluem duas séries adicionais de desenhos cujo objectivo fi nal será o dissecar destes problemas, mais concomitantes com uma audiência contemporânea.
A primeira das questões abordadas tem início no modelo digital da peça “Transdutor”, evoluindo eventualmente para uma exploração mais direccionada para os dilemas e possibilidades colocadas pelo desenho assistido por computador. Para uma maior facilidade de compreensão, bastará imaginar a série “Desenho de Transdutor” como instantâneo de um evento único, desdobrado nos seus vários componentes espaciais. A terceira pessoa do singular não é pois sem razão, visto que não há mais do que um único desenho nesta série. Já o conjunto “ISO2768-mH” pode ser entendido como derivação do mise en abyme, sendo que a ressonância dá lugar à distorção em vez de simples cópia do objecto original. Para além das evidências contudo, a verdadeira acção tem lugar quando a implementação de limites encontra os impoderáveis do gesto natural.
Esta mesma interacção de forças está na origem da série algo compulsiva “Paralelismo”, a única nesta exposição a ser produzida integralmente durante o período de residência. O guião não poderia ser mais simples, um número razoável de linhas paralelas são desenhadas em suportes verticais distintos mas semelhantes com intervalos de apenas um milímetro, seguindo um programa estrito de quatro repetições. Exercício de resistência, o grau de difi culdade é acrescido pela verticalidade e dimensão dos suportes ou a ausência de qualquer outro instrumento que não uma simples régua. No que à precisão linear e paralelismo diz respeito, os valores codifi cados no padrão internacional ISO2768 deverão providenciar a resposta apropriada a factores tais como a fadiga e a descoordenação motora. Outrora desimpedido, o gesto assume aqui uma natureza quantifi cável, sendo que todo o desvio à norma é mantido dentro de margens de erro mais ou menos manobráveis. É este pois o quanto nos é permitido expandir, uma fracção de um milímetro para cada um dos lados do zero absoluto da expressão.
Nuno Pedrosa, Junho de 09 |
Nuno Pedrosa possuiu uma Licenciatura em Escultura pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa e um Master of Fine Arts pelo San Francisco Art Institute, com ênfase curricular em Escultura e Novos Géneros. O seu trabalho mais recente caracteriza-se por um programa estético desprovido de reenvios simbólicos ou mesmo conceptuais, sendo que a apropriação de tecnologias e processos de fabricação industrial, a pesquisa das condições de existência do objecto de arte ou a insistência numa intencionalidade quase exclusivamente instrumental assumem um relevo signifi cativo no conjunto dos temas e métodos abordados. Actualmente desenvolve as suas pesquisas no contexto de um Doutoramento em Artes Plásticas na École doctorale d’arts plastiques, esthétique et sciences de l’art, Université de Paris 1 Panthéon-Sorbonne. Foi recipiente de uma bolsa Fulbright- Fundação Carmona e Costa e de uma bolsa de Mérito do San Francisco Art Institute, sendo que actualmente é bolseiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Entre as exposições mais recentes destacam-se «Where are you from? Contemporary Portuguese Art», Faulconer Gallery, Bucksbaum Center for the Arts, Iowa e «New Polyphonies: Contemporary Art from Portugal», University of Northern Iowa. |
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16 de Setembro a 3 de Outubro de 2009 |
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Carlos Nogueira |
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desenhos ditados no escuro e outros trabalhos antigos |
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“desenhar é pensar. O desenho é também escrita, rosto e memória enquanto processo fundamental de sentir e agir. neste trabalho os executantes desenham a partir de instruções ditadas no escuro”
carlos nogueira
No próximo dia 16 de Setembro de 2009, o Espaços dos Desenho dará início à segunda série de residências, tertúlias e ‘Lições de Desenho’ a decorrer entre 2009/2010. Carlos Nogueira será o primeiro artista em residência no âmbito desta nova programação, apresentando um projecto intitulado ‘desenhos ditados no escuro e outros trabalhos antigos’. Este evento estará patente ao público entre os dias 16 de Setembro e 3 de Outubro, de quarta-feira a sábado, entre as 19h e as 23h no Espaços do Desenho, na Fábrica Braço de Prata.
Nos dias 16 (quarta-feira) e 25 (sexta-feira) de Setembro, entre as 19h e as 22h, Carlos Nogueira ditará a um conjunto de participantes uma série de instruções que servirão de coordenadas para a execução de desenhos ‘cegos’ realizados numa sala escura. O processo será portanto mais imediatamente táctil, pois a mão, ou melhor, os dedos, serão guiados a abrir-se à forma, simultaneamente sentido-a, ‘vendo-a’ e formando-a, impedindo a projecção de qualquer ‘visão’ ou memória prévia à realização dos mesmos (esta opção de cegueira ab oculis, ‘não da ou através da cegueira, mas realizada sem olhos’, é extensivamente explorada em Memoires d’Aveugle por Jacques Derrida). Convida-se o público a acompanhar estas sessões durante o horário indicado.
No dia 26 de Setembro, às 21h, Carlos Nogueira realizará uma apresentação pública deste projecto, contextualizando-o no percurso de trabalhos antigos que se encontrarão expostos, pela primeira vez, também durante este evento. Esta apresentação será realizada no Espaços do Desenho e contará com uma conversa informal com curadores convidados (a anunciar). Esta sessão será seguida pela inauguração formal destes projecto.
Os desenhos realizados no Espaços do Desenho, assim como o conjunto de trabalhos mais antigos apresentados pela primeira vez ao longo deste evento, encontrar-se-ão em exposição até ao dia 3 de Setembro dentro do horário de abertura ao público. |
Carlos Nogueira (1947), Artista Plástico/Escultor. O seu campo de trabalho situa-se no domínio da tridimensionalidade, prospectivando relações de permeabilidade entre as práticas da escultura e da arquitectura contemporâneas. A sua obra promove o cruzamento dos princípios inerentes às respectivas disciplinas – espaço onde ambas se reinventam para dilatar o seu campo de operatividade.
Os projectos desenvolvidos potenciam relações com o lugar, convocando o espectador para uma posição de performatividade, em que a obra bem como o espaço envolvente - habitados em simbiose - se reinvestem mutuamente de sentidos.
Professor Associado Convidado no departamento de Arquitectura da Universidade Autónoma de Lisboa e no Colégio Moderno em Lisboa, Carlos Nogueira pensa os processos de investigação e concepção, subjacentes às áreas de projecto, como parte integrante da obra. A vertente de projecto é revelada também no trabalho de desenho e nos diversos livros de artista já publicados. |
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TEMPORARY RESPONSE UNIT |
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CHRISTINE MACKEY |
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Programa:
Residencia Aberta + Exposição: 3 - 18 de Julho, quarta a sábado, das 19 às 23h
Apresentação do Projecto + Lição de Desenho + Inauguração, 17 de Julho, 19h
| 19h |
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Introdução, Teresa Carneiro e Luís Filipe Gomes |
| 19.15h |
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Apresentação do Projecto Temporary Response Unity, Christine Mackey |
| 19.45h |
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Lição de Desenho |
| 20.15h |
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Questões |
| 21h |
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Inauguração do Projecto: Temporary Response Unit, Espaços do Desenho |
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Christine Mackey divide o seu trabalho entre teoria e prática, e a sua residencia entre Belfast (N. Irlanda) e Letrim (Irlanda). Christine participou em residencia nacionais e internacionais na Costa Rica, no Irish Museum of Modern Art, no Firestation Artists Sudios /Dublin, na India, em Wales, na Finlandia, na Grécia, em Viena, e na RIAA na Argentina (2009). Recebeu vários prémios do Arts Council da Irlanda, de Autoridades Locais da Irlanda, EV + A Limerick (primeiro prémio – 2004), Bank of Ireland Millennium Scholarship (2001), Cultural Ireland e A.I.B Emerging Award (nomeação – 2004) incluindo ainda uma bolsa de investigação da Universidade de Ulster. A sua investigação combina trabalhos site-specifi c e trabalhos públicos, exposições, performances e art-books.
Projectos recentes e futuras exposições incluem: RIAA – Argentina (www.pryectoriaa.org), The State Museum of Contemporary Art em Thessaloniki (Biennale), The Academy of Fine Arts, Katowice, na Polónia, e Studio Golo Brdo, na Croácia – Curator: Tomisalav Brajnovic. Realizou ainda AFTER, comissariado por Leitrim e Roscommon Arts Offi ce, RIVERwork(s) comissariado pelo Sligo Arts Offi ce (2008), New Site New Fields, e Leitrim Sculture Centre. Actualmente está a participar num projecto colaborativo multi-média organizado pelo e-MobilArt (www.AFTER.i.e., www.media.uos.gr, www.sligoarts.ie.) |
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Christine Mackey encontra-se neste momento a desenvolver um Doutoramento (practice-based) na Universidade de Ulster, em Belfast (Norte da Irlanda) na área do desenho como campo especulativo de investigação no qual a comunicação visual e conhecimento se intersectam através de uma actividade que Christine designa como ‘diagrammatics’. Esta noção de desenho pode ser dividida em diversas estruturas visuais como planos, esboços, um conjunto de instruções, mapas, notações de acções, processos, experiências, podendo ser tsmbem usado como um método para refl ectir sobre ideias. ‘Diagramming’ pode viabilizar uma plataforma para desenvolver trocas discursivas entre acções do desenho, por um lado, e o seu potencial para uma investigação social, por outro. Combinando diversas disciplinas, temas e táticas, este sistema pode simultaneamente refl ectir e reconfi gurar a relação entre espaço, inrfomação visual e organizações sociais, através de uma forma de produção de imagens informada e comunicativa.
Temporary Response Unit vai funcionar como um arquivo temporal para investigação através da observação, oferecendo a oportunidade de participação por parte do público, tanto no Espaços do Desenho como nos locais de investigação. Este projecto oferecerá uma orientação lúdica [playful] convidando a explorar a forma como vemos e experienciamos o mundo ao nosso redor a um nivel micro e social, através do desenho. Desenvolvendo-se em torno de elementos pré-existentes no contexto de ambientes particulares, por exemplo: ‘Intimate Formations’ vai funcionar como uma escultura livre suspensa, de expansão contínua, que se altera sempre que uma nova situação se estabele através da observação minuciosa da morfologia de plantas encontradas em torno da localização do espaço. Este trabalho foi inicialmente inspirado por um ensaio de John Millar intitulado ‘Desenho que questiona diagramas’ [Drawing That Questions Diagrams] relacionado com um procedimento que diz respeito à cópia repetitiva das mesmas versões (infi nitus). Estas ‘amostras’ suspensas expandem os parâmetros do tema explorado em tipografi as minusculas de formas biológicas que criam um espaço para uma intimidade visual que se oferece a ser experienciada pelo observador.
Em 1913 Marcel Duchamp conceptualizou sobre o acaso e o indeterminado [chance and indeterminacy], desafi ando metodologias tradicionais usadas na produção de trabalhos de arte. A sua ‘Ideia de Fabricação’ [The Idea of the Fabrication] apontava uma forma de realizar desenhos que podia ser seguida pelo mero aprendiz ao professional. Neste projecto serão incluídas uma série de instruções informadas pelo trabalho de Duchamp. Os participantes podem usar e adaptar este método para realizar desenhos, que serão exibidos publicamente ao longo da residência. Este evento ambiciona localizar o desenho entre arte, os seus participantes e trocas discursivas como um processo cultura colectivo.
O trabalho fi nal será site-specifi c e usará uma combinação de desenhos digitais e intrumentos sonoros que anotam e respondem a um reconhecimento da cidade a pé que será projectado como uma composição animada transitória. |
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Da Aprendizagem |
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SNBA – Sociedade Nacional de Belas Artes |
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Da Aprendizagem, Professor Responsável Pintor Alexandre Grave.
“O projecto apresentado pelo curso de desenho SNBA tem uma estrutura vincadamente pedagógica, relacionando intimamente a experimentação do desenho com a aplicação de uma metodologia projectual.
Inserida no programa do curso de desenho, esta unidade pedagógica de projecto irá ser transposta do espaço da sala de aula para ser disseminada no Espaço do Desenho.
Da Aprendizagem... tem por base a existência de um espaço, cujos planos constituintes servem como estrutura, assim como de suporte, para uma apropriação do mesmo que irá passar pelo desejo do desenho que existe em cada um dos alunos (e em cada um de nós).
Perante um grupo turma constituído por alunos de um âmbito de formação heterogénea (quer em termos etários quer em termos de formação académica), que se encontram numa formação inicial da linguagem do desenho, o projecto apresentado tem como fi m possibilitar a passagem de uma experimentação conceptualizada para uma efectiva concretização de um objecto de desenho.
O Desenho tem, neste projecto, o papel primordial de estruturação do pensamento visual, indo de encontro ao sentido da composição no espaço e da exploração plástica da linguagem gráfi ca. Sendo que, nesta apropriação compositiva, o desenho terá igualmente um papel relevante como instrumento da visualização bidimensional e tridimensional; entre as ideias, o desenvolvimento das mesmas e do próprio objecto final.
Ao ser um projecto em que o tempo tem um papel igualmente preponderante, progredirá semanalmente na sala de aula e irá sendo integrado no espaço do desenho por módulos correspondentes a cada um desses momentos. Desse conjunto integrante de saberes e de tempos transpostos da sala de aula para um espaço público fi cará retido O Tempo da Aprendizagem, abrindo-se a leitura de um processo e de um modo de operacionalização de uma metodologia, cuja abordagem incide numa intervenção de cariz específi co relacionada com o espaço inicial e da sua vivência.
Ao transpor barreiras físicas arquitectónicas entre locais de uma mesma cidade, em que num se inicia o processo (SNBA) e em que outro servirá de receptáculo e de disseminação (Braço de Prata), interligando métodos e processos da linguagem do desenho como o da representação da composição e da criatividade, pretende-se ao mesmo tempo servir um exercício fi nal da experimentação e Da Aprendizagem.” |
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19 de Junho de 2009 - 19H00 |
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Lição de Desenho: Desenho e fotografi a experimental - Victor Palla, anos 50 |
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João Palla |
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Palavras-chave: desenho; fotografi a; storyboard; processo de trabalho; cultura visual
“O objectivo é o de estudar a relação que Victor Palla complementa entre desenho e fotografi a no início dos anos 50, tendo para tal realizado um storyboard com vista a um programa de fotografi as experimentais. Victor Palla (1922-2006) é conhecido pelo seu trabalho fotográfi co tardio, no entanto, o período inicial como fotógrafo ainda não foi revelado. O propósito é o de observar o guião gráfi co e as imagens fi nais, analisando a correspondência entre as intenções conceptuais nos desenhos e os resultados obtidos nas fotografi as. A nossa exposição irá revelar informações inéditas sobre o seu processo de trabalho demonstrando a importância deste guião e respectivas fotografi as no contexto da historiografi a portuguesa e as infl uências internacionais. As principais conclusões são: a do desenvolvimento de uma linguagem que fala de aspectos sobre a fotografi a, na relação do fundo com a forma e na composição, a qual ganha valores abstractos, mas também estabelece claramente um código próprio que atravessa paralelamente realizações suas fotográfi cas, gráfi cas, e arquitectónicas, onde salientamos a importância do storyboard e do desenho como a confl uência da formação de novas qualidades do que é visual.
Admitimos considerar o trabalho de Victor Palla como uma contribuição inequívoca para a construção da Cultura Visual Portuguesa, sobretudo pela articulação de diferentes meios de representação e de expressão, patente nos principais suportes de comunicação visuais da época.” |
João Palla, (Lisbon, 1971) Graduate in Architecture by the Architecture faculty of Lisbon FAUTL1995 .
Collaboration with architect Manuel Vicente from 1990 to 1997 in Macau and Lisbon. Research thesis, Grant from Orient Foundation, to research “Bamboo architecture in Macau”, 1999.
Founded Scriptorium arquitects fi rm with arch. Carlos Valles, Lisbon, 2000. Member of Architects Without Borders Association –ASF Portugal. Master of Design and Visual Culture at IADE, 2006. Writing PhD dissertation thesis on drawing as an interdisciplinary process FBAUL. Teaching at IADE Design School since 1999.
IADE, UNIDCOM, Lisbon, Portugal
joaopalla@netcabo.pt |
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WORK IN PROGRESS: ESPAÇOS/CORPO |
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Espaços do Desenho/ SADG FBAUP |
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28 de Maio de 2009 - 21H00 |
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Apresentação da Exposição + Inauguração |
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Espaços/Corpo, Prof. Jorge Silva Marques (FBAUP) |
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Work in Progress é um novo ciclo de exposições de curta duração a decorrer durante a última semana de cada mês no Espaços do Desenho. Este programa tem como ambição dar a conhecer trabalhos de desenho de alunos finalistas de cursos de Arte e envolver os alunos participantes na organização e produção deste ciclo de eventos. |
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4. ESPAÇOS/CORPO, Jorge Silva Marques “Na sequência do ciclo “work in progress”, iniciativa de Teresa Carneiro e Luís Filipe Gomes, nos Espaços do Desenho, na Fábrica do Braço de Prata, em Lisboa, alunos da disciplina de Práticas de Desenho e alunos do Mestrado em Teoria e Prática do Desenho da Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto acederam ao convite para participarem, na quarta exposição de um ciclo de exposições de desenho. Espaços/Corpo é o título desta quarta exposição, em que participam Ana Allen, Eva Mendes, Mafalda Pessoa Jorge, Marco Fidalgo, Marlene Vinha e Tânia Ramalho. A origem dos trabalhos radica num contexto pedagógico de ensaio e exploração autónoma do desenho. O contexto justifica e está, mais ou menos, presente nos "modelos" ou nas estratégias gráficas. Contudo, as propostas apresentadas afirmam uma individual e autónoma exploração do desenho e das representações do corpo, relativamente às extensões do tema e da "disciplina". Neste sentido se justifica a heterogeneidade das propostas e a transposição, em alguns casos, da "matéria" do desenho, para suportes como o vídeo ou a impressão digital. A presença do corpo pode ser lida ao mesmo tempo no desenho enquanto imagem e citação e enquanto marca, implícita, do fazer do desenho. Partindo da observação do comportamento do corpo, ao acontecimento, da narrativa, "o corpo é o resto enrolado numa camisa", à perfomance, " um corpo em viagem", até aos desenhos que tentam instaurar a dúvida entre facto e ficção. Cada uma das proposta reivindica, para si, um nível de definição que nos permite delimitar essa presença. Sponsors, Partners Centro de Filosofia das Ciências Universidade de Lisboa Cada "marca", foi transferida como forma de desenvolver e resolver a concepção, a comunicação e representação em desenhos que ensaiam "as plásticas do corpo". Outras, exibem uma ligação entre o impulso físico, mental e emocional do fazer do desenho parecendo assumir uma dimensão psicológica. Em todas o desafio, ilusório, de restaurar os comportamentos e "sentidos" que estão presentes e fortemente implicados em cada uma das nossas escolhas.” |
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DESENHO: ENTRE ARTE E CIÊNCIA |
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Lucy Lyons / Marta de Menezes |
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Programa
Residencia Aberta + Exposição: 8 - 23 de Maio, quarta a sábado, das 19 às 23h
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Apresentação do Projecto + Lição de Desenho + Inauguração, 22 de de Maio, 19h
19h – Introdução, Teresa Carneiro e Luís Filipe Gomes
19.15h – Apresentação do Projecto Desenho: Entre Arte e Ciência, Lucy Lyons / Marta de Menezes
19.45h – Lição de Desenho: O Desenhador Desenha-se, Ana Leonor Madeira Rodrigues
20.15h – Questões
21h – Inauguração do Projecto: Desenho: Entre Arte e Ciência, Espaços do Desenho |
O projecto DESENHO: ENTRE A ARTE E A CIÊNCIA vai ser desenvolvido durante 3 semanas durante o mês de Maio, período que contará com visitas diárias de Marta e Lucy ao Instituto Gulbenkian de Ciência, onde ambas passarão 15 manhãs a trabalhar com 3 grupos de investigação, aprofundando a sua compreensão acerca da investigação científica e desenhando diferentes experiências nos laboratórios. Os trabalhos artísticos produzidos pretendem reflectir o contributo da investigação científica apreendido pelo desenho e revelar relações entre todos aqueles envolvidos no projecto. |
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Sala Kandinsky, Sala Prado Coelho, Sala Arendt, Sala Protágoras, Sala Duras |
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Diários Gráficos, Perspicácia e Neutralidade no Desenho Quotidiano |
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Eduardo Côrte-Real |
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Estão em exibição 86 Diários Gráficos nos quais ao longo de uma década o autor desenvolveu desenhos quotidianos. Cada dia estará em mostra uma diferente selecção de desenhos, sendo que ao longo de toda a exposição poderão ser vistos mais de mil desenhos de observação. |
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15 E 19 de Março de 2009 19H00 |
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Mesa redonda sobre uso de diários gráficos, a partir de
«Diários Gráficos, Perspicácia e Neutralidade no Desenho Quotidiano» de Eduardo Côrte-Real |
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Nos dias 12 e 19 de Março, às 19h, o Espaços do Desenho promoverá sessões de mesas redondas com a participação de artistas e investigadores que apresentarão diversas perspectivas sobre o uso de diários gráficos |
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5, 8 e 22 de Março de 2009 |
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Durante os dias 8, 15 e 22 de Março, das 16 às 19h, o público é convidado a participar em sessões de desenho em diários gráficos acompanhadas por docentes de desenho do IADE |
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