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INAUGURAÇÃO | 4 DE MAIO 2017 - 20H00

Sala Michel Foucault

pedro prostesEntre a figuração e a abstração

No conjunto, as 18 telas a óleo e acrílico que compõem esta exposição de Pedro Prostes da Fonseca convocam-nos para um jogo entre a figuração e a abstração. Integradas em cenografias mais simbólicas do que realistas, quando não completamente abstratas – interstícios do real que desafiam a perceção do observador –, figuras ou rostos humanos, sempre solitários, aguardam uma resolução.
Na sua pintura, o artista confronta-se e confronta-nos com impasses da existência, recorrendo a um processo de composição em que, através de movimentos por vezes frenéticos e reiterados do pincel sobre a superfície da tela, materializa em texturas de cor o acumular de tensões que suspende o tempo, o quotidiano, no momento imediatamente anterior ao impulso da ação. Assim, as telas representam situações de uma imobilidade que, no inverso da melancolia, se apresenta inquieta e inquietante.
Ao enquadrar personagens solitárias em cenários mais representativos de um espaço mental de interioridade do que de qualquer espaço físico exterior facilmente reconhecível, Pedro Prostes da Fonseca tanto reflete sobre a alienação do indivíduo nas sociedades contemporâneas como ilustra os entretantos em que nos debatemos, por entre tanto que a vida nos exige e que exigimos dela, com a inevitabilidade de olharmos o outro como familiarmente estranho ou estranhamente familiar.

SOBRE O AUTOR

Pedro Prostes da Fonseca nasceu em Lisboa em 1962 e iniciou-se no jornalismo em 1988, na Agência Lusa.
Depois de se estrear na literatura com A História dos 4 Cantinhos em 2000, tem vindo a publicar livros de caráter histórico.
A pintura surgiu há cerca de 10 anos, primeiro como passatempo, tendo desde então exposto em vários locais de Lisboa, especialmente no bairro dos Olivais (onde cresceu), Alvalade e Campo de Ourique.
Todo o trabalho é feito em tela, pintada a óleo e/ou acrílico.

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