NaturaSonoris ( II ): apresenta-se como um projecto de estrutura híbrida, que se expõe a partir do diálogo entre material “ estático “ pré-gravado em quadrifonia, e o indeterminismo improvisado dos intérpretes compositores, Carlos “ Bechegas “ – flautas / processadores, e Carlos Santos – laptop/electrónica.
Constituído por duas peças, com pressupostos e material autónomo ( “ NaturaSonoris “, de C. S. e, “ QuadriFlute “ de C. “ B “. ) tem a sua concepção e dinâmica, centrada na utilização dum dispositivo de difusão com quatro fontes independentes. “ Setup “, cuja lógica visa especular a articulação espacial de múltiplas vozes; operar idiossincráticas evoluções texturais e dinâmicas poliritmicas, através de geográficos percursos sonoros.
Renegando a convencional apreensão do som, emitido em stereo, e a visão central do palco à italiana, NaturaSonoris (II) propõe ao receptor, dispondo-se em circulo, uma imersão num ambiente multilateralizado, um mergulho em polifonias assimétricas. Como Stockhausen, um dos pioneiros, subscreve-se com os meios disponíveis, que o modo de escuta, pode determinar plasticidades heterogéneas na fruição. |