SÁBADO | 27 DE JANEIRO 2018 - 22H30

capaportico

Pórtico é o primeiro projecto homónimo de André Rosinha em que se reúne com um grupo de jovens e notáveis músicos de anteriores e regulares colaborações, que nos transporta para a entrada de vários espaços exploratórios sugerido pela sua própria composição e pela sonoridade de cada um dos executantes por si.
E o resultado é inebriante!, enleia-nos na multiplicidade do som que cada um dos elementos do quinteto trás ao formato final e não pára de nos surpreender…
A sólida secção rítmica que forma com Bruno Pedroso, resultante da muita e diversificada estrada precorrida, surge como o cimento aglomerador que segura a música que nos sugere e deixa e espera que os restantes elementos a explorem com linhas melódicas tão diferentes , mas tão idênticas e intensas que cada um trás ao projeto.
Sao as aprendizagens com músicos com quem se cruzou , Dave Holland, Matt Penmann, Aaron Goldberg, ou ainda e sobretudo com Bernardo Moreira e Nelson Cascais com que estudou mais sistematicamente, que tornaram a música de André Rosinha já de si talentosa ( Carlos Barreto ), num produto mais consistente e elaborada, que neste trabalho é clara e objectivamente o fio condutor, para o fim proposto.
Na formação tem o privilégio de contar com a participação e cumplicidade do virtuoso João Barradas, muito justamente considerado um dos melhores acordeonistas do mundo. É de há muito a colaboração e ligação dos dois, que se tem consubstanciado em projectos como os de Paula Oliveira, João Barradas Trio, ou no tão aclamado Directions, CD que mereceu do Down Beat nomeação para um dos 20 melhores discos do ano de 2017.
E que dizer de Albert Cirera, um dos mais importantes saxofonista da Europa de hoje, que empresta a este trabalho um impor tante cunho de vanguardismo, catalão já assumido como figura central do jazz e da musica improvisada que por cá se vai fazendo.
Segue-se Eduardo Cardinho , o vibrafonista que atualmente vive em Amesterdão, e que se tem vindo a afirmar muito seriamente não só no panorama jazzístico português, como europeu, fruto da sua performance e de arranjos elaborados e grande beleza estética.
De Bruno Pedroso já se sugeriu a sua importância. O mais experiente do quinteto, exibe o epiteto de “O lendário” fruto de uma vivência e longevidade no contexto musical português, colaborando com primeiras figuras das diversas linguagens musicais.

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