SÁBADO | 2 DE JUNHO 2018 - 00H30

elas por elas

Ela compositora, bailarina, poeta, cantora.
Ela pianista, intérprete, pesquisadora.
Duas artistas à procura de afinidades para uma troca conjunta, dividindo e multiplicando saberes, práticas e formas de criar.
Inspiradas na diversidade das suas próprias trajetórias: Tatiana Cobbett e Carla Ruaro reúnem-se para apresentar um repertório original e algumas releituras de nomes importantes na música e na literatura como: Chiquinha Gonzaga e Florbela Espanca, mesclando música instrumental e canção, com um traço em comum: o universo feminino.
Somas e mesclas em arranjos próprios, priorizando os seus instrumentos originais - piano e voz - e fazendo uso de outras linguagens como a performance e poesia.
Longe de levantarem bandeiras, as artistas consideram-se as próprias bandeiras quando actuam na perspectiva da inclusão, diversidade e sororidade.

CARLA RUARO
Graduada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mestrado em Music Performance & Related Studies -Goldsmiths University of London, é membro da equipa de investigadores do CESEM Lisboa - Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical na linha de música contemporânea e doutoranda do programa em Artes Musicais da Universidade Pedro Nova de Lisboa e Escola Superior de Música de Lisboa. Desenvolve uma pesquisa e investigação sobre a música contemporânea da Amazônia e técnicas de interpretação ao piano. Entre 2006 e 2012 foi pianista da instituição britânica Live Music Now, onde ministrava mais de 60 workshops e concertos por ano, em toda Inglaterra, Irlanda e Emirados Árabes. Uma intérprete, dedicada á música contemporânea.
TATIANA COBBETT
Única mulher entre os cinco filhos do diretor de cinema William Cobbett e da produtora cultural Eliana Cobbett. Carioca, Tatiana teve a presença constante da arte na sua vida, e foi na dança que encontrou a maneira de se expressar.
Bailarina formada pela Escola de Danças Clássicas do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, antes de completar o curso de História na UFRJ, aceitou uma bolsa e foi para NY estudar dança moderna e contemporânea. No seu regresso integrou uma das mais importantes Cias de dança brasileira: a companhia paulista Balé Stagium, onde trabalhou por 13 anos percorrendo o Brasil, toda a America Latina, América Central e alguns países da Europa . Escreveu, coreografou, produziu e atuou em diversos espetáculos entre eles o musical Mulheres de Holanda, obra que foi indicada ao prémio APETESP pelo texto e trilha sonora. Coreografou para teatro e dirigiu várias instituições culturais entre elas o Teatro Pirandelo em São Paulo e inúmeros outros espetáculos. Nessa época, cantarolar e inventar versos já eram a marca da bailarina. Seu encontro mais estreito com a música se deu como produtora e diretora de espectáculos. Quando se mudou para Florianópolis, Tatiana deu vazão a sua veia de compositora e desde de 2000, desenvolve um trabalho autoral com o músico gaúcho Marcoliva, construindo uma rede de parceiros em vários lugares com 5 Cds lançados: Parceiros ( 2001), Bendita Companhia (2009), Sonora Parceria- Música Súbita (2010), Corte Costura ( 2012) e Sawabona Shikoba ( 2015).
Actualmente numa residência artistica em Lisboa têm se dedicado a desenvolver um intercâmbio com artistas locais e múltiplas linguagens.
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