Descrição breve do conteúdo das aulas de Songwriting:


songwriting- Nas primeiras sessões faz-se a análise de poemas que serão trazidos para as aulas como exemplos, alguns pela professora, outros alunos;
- Analizar sentidos dos poemas, estrutura rítmica, sempre fazendo analogias entre poema e música (inflecções, ritmo, estrutura);
- Introdução de esquema rítmico do poema (AAB CCB DDB, entre outros, sendo que há muitas possibilidades para um esquema rítmico);
- Trabalhar o imaginário: usar o toque, paladar, cheiro, visão, som, movimento – como rampas de lançamento para a criatividade (processo chamado “destination writing”), e para determinar a intensidade da experiência criada pela letra de uma canção;
- Saber descrever detalhes e visões mais abrangentes dentro de um poema;
- Sentido literal/metáfora;
- Sílabas/ritmo;
- Em cada aula serão abordados alguns conceitos essenciais de Teoria Musical, para dar fundação ao trabalho de musicar os poemas (notação musical, divisão e subdivisão rítmica);
- Revisão de Sílabas com Ritmo, e actividades de desenvolvimento da transformação de inflecções do discurso falado em melodia;
- Análise de canções trazidas pelos formandos (conteúdo da letra, estrutura rítmica, melodia, harmonia);
- Estudo de diferentes estilos de songwriting;
- Laboratório de escrita de canções;
- Seleção de canções originais dos alunos para concertos planeados pela Escola.

DOCENTE: Catarina dos Santos

INSCRIÇÕES ABERTAS 2017 / 2018

CURSO DE JAZZ

Pontos principais e organização geral do Curso  

O Curso de Jazz está organizado por três anos.

1º Ano

- Instrumento (1 aula por semana)

- Formação Musical I (1 aula por semana)

- Combo 1 (1 aula por semana)

- Solfejo / Formação Auditiva I (1 aula por semana)

- História do Jazz (1 aula por semana)

- Estética na Arte do Século XX e XXI - Nuno Nabais (1 aula por semana de 1h30)

2º Ano

- Instrumento (1 aula por semana)

- Harmonia 1 (1 aula por semana)

- Formação Auditiva II (1 aula por semana)

- Combo II (1 aula por semana de 1h30)

- Solfejo II (1 aula por semana)

3º Ano

- Instrumento (1 aula por semana)

- Harmonia II (1 aula por semana)

- Formação Auditiva III (1 aula por semana)

- Combo III (1 aula por semana)

- Composição , Análise e arranjos (1 aula por semana)

- Opcionais por semestre 

Big Band (1 aula por semana )

Film scoring (1 aula por semana)

 Composição de letra e música (1 aula por semana) 

NOTA: O curso será realizado num horário flexível no que respeita às disciplinas individuais de instrumento. Estas podem ser dadas num horário semanal, incluindo o sábado, compreendido entre as 10h e as 22h.

As disciplinas teóricas terão que ser todas elas realizadas num horário entre as 17h e as 20h , com a excepção do Sábado. 

O Curso de Jazz, dará abertura com o mínimo de 12 alunos devidamente inscritos.

Encargos com a Inscrição: 45€ + 10€ de seguro (anuais e não reembolsáveis)
Mensalidade: 130€ x 10 meses

 

 

 

CURSOS LIVRES

Aulas de preparação para entrada no Ensino Superior 

Este curso destina-se essencialmente a alunos que tenham completado os 3 anos do curso de jazz, mas estará aberto a alunos ou músicos estudantes, que queiram preparar o seu ingresso no ensino superior nos vários cursos de jazz em Portugal e no estrangeiro.

O trabalho realizado entre aluno e docente será baseado em estudos específicos e na preparação para os exames de entrada nas respectivas instituições, tentando criar uma orientação de estudo muito mais intensa e específica para este contexto.

Serão aconselhadas várias opções de acordo com as características, vontades e espectativas de cada aluno. Este ano será feito mediante disponibilidades mútuas e a carga horária será de 1h por semana, sendo que 10 aulas será o mínimo de aulas, num máximo de 30.

Curso Livre de instrumento

Este curso será possível mediante a compra de um pacote mínimo de 10 aulas. Cada aula terá a duração de 1h. Cada curso será dirigido pelo professor do respectivo instrumento.
CORPO DOCENTE

Encargos com a Inscrição: 45€ + 10€ de seguro (anuais e não reembolsáveis)
Pacote de 10 aulas: 350€

Curso Livre de Formação Musical I, II e III - Ricardo Pinto

Este curso será possível mediante a compra de um pacote mínimo de 20 aulas. Cada aula terá a duração de 1h30. Estes alunos serão inseridos dentro do horário da mesma disciplina, no funcionamento do curso geral de Jazz.

Encargos com a Inscrição: 45€ + 10€ de seguro (anuais e não reembolsáveis)
Pacote de 20 aulas: 500€

Curso Livre de Formação Auditiva I, II e III - Catarina dos Santos

Este curso será possível mediante a compra de um pacote mínimo de 20 aulas. Cada aula terá a duração de 1h30. Estes alunos serão inseridos dentro do horário da mesma disciplina, no funcionamento do curso geral de Jazz.

Encargos com a Inscrição: 45€ + 10€ de seguro (anuais e não reembolsáveis)
Pacote de 20 aulas: 500€

Curso Livre de Harmonia I e II

Este curso será possível mediante a compra de um pacote mínimo de 20 aulas. Cada aula terá a duração de 1h. Estes alunos serão inseridos dentro do horário da mesma disciplina, no funcionamento do curso geral de Jazz.

Encargos com a Inscrição: 45€ + 10€ de seguro (anuais e não reembolsáveis)
Pacote de 20 aulas: 500€

Curso Livre de História do Jazz do séc XX aos nossos dias

Este curso será possível mediante a compra de um pacote mínimo de 20 aulas. Cada aula terá a duração de 1h. Estes alunos serão inseridos dentro do horário da mesma disciplina, no funcionamento do curso geral de Jazz.

Encargos com a Inscrição: 45€ + 10€ de seguro (anuais e não reembolsáveis)
Pacote de 20 aulas: 500€

Curso Livre de Film scoring – Nuno Costa

Este curso será possível mediante a compra de um pacote mínimo de 20 aulas. Cada aula terá a duração de 1h. Estes alunos serão inseridos dentro do horário da mesma disciplina, no funcionamento do curso geral de Jazz.

Encargos com a Inscrição: 45€ + 10€ de seguro (anuais e não reembolsáveis)
Pacote de 20 aulas: 500€

Curso Livre de Composição de letra e música – Catarina dos Santos

Objectivo:
- Escrita de poemas/letras originais;
- Composição da música para os poemas/letras;
- Execução dos temas originais dos alunos pelos mesmos ou por outros alunos da Escola, nas aulas
de Combo da Escola.

Este curso será possível mediante a compra de um pacote mínimo de 20 aulas. Cada aula terá a duração de 1h. Estes alunos serão inseridos dentro do horário da mesma disciplina, no funcionamento do curso geral de Jazz. CONTEÚDO DESTE CURSO

Encargos com a Inscrição: 45€ + 10€ de seguro (anuais e não reembolsáveis)
Pacote de 20 aulas: 500€
NEM SÓ DE GRANDES SE FAZ JAZZ

 

A vida é como o Jazz, é melhor quando você improvisa...

George Gershwin

 

O JAZZ E AS CRIANÇAS

O Jazz é uma porta aberta para as emoções. É energético, livre, dinâmico, mas também relaxante, reflexivo, e acima de tudo, é uma linguagem musical que serve de ponto de partida para a compreensão e execução de quase todos os estilos de música contemporânea. O Jazz é também símbolo de paz, de unidade, e transmite valores fundamentais as crianças. Pela sua característica improvisatória, e pela panóplia de “cores” nas suas melodias e harmonias, bem como na mistura dos muitos ritmos de onde nasceu e os que hoje influencia, é uma Escola de Música para a vida.

O Jazz nasce da mistura de tradições musicais e da associação de um rigor na aprendizagem técnica com uma aplicação prática da mesma num universo musical vasto. Jazz é comunicação, é criação expontânea, é a conversa musical de um músico para outro através de uma linguagem sem barreiras sociais – a Música. Queremos incutir neste curso uma atitude de respeito mútuo, competição saudável, de curiosidade e de abertura para a expressão pessoal de cada aluno.

A Escola de Jazz do Braço de Prata acredita no desenvolvimento da linguagem musical do Jazz desde tenra idade. Baseada numa estrutura curricular que considera a abertura para a exploração e multidisciplinaridade dos mais pequenos, temos como base a noção de que a música, essa grande aliada no desenvolvimento do cérebro das crianças, tem para além de potenciar a criatividade, os seguintes benefícios:

1. Alivia a dor de doenças crónicas
2. É eficaz contra a depressão infantil
3. Reduz o stress e a ansiedade
4. Ajuda a aprender novos idiomas
6. Reduz dores de cabeças e enxaquecas
7. Aumenta a memória, a concentração e o quoficiente intelectual das crianças
8. Melhora a mobilidade do corpo e a coordenação motora.

DOCENTE PRINCIPAL: CATARINA DOS SANTOS 

 

ESTRUTURA E DISCIPLINAS

Teoria e Prática – Fundamentos da Linguagem do Jazz I e II

Nesta disciplina as crianças vão aprender a ler notação musical, e a saber “ouvir” as partituras, através de um método intensivo que aposta no treino auditivo como base fundamental no ensino do Jazz.
Conhecimento e compreensão das bases da Música: melodia, ritmo, harmonia
Reconhecimento dos sons: intervalos, memorização de melodias
Escala maior e modos subjacentes
Notação: como é que se “escreve” música? Exercícios de notação
Subdivisão rítmica e sua relação com a Matemática, com exercícios rítmicos associados
As aulas terão sempre uma componente de audição de temas, com incidência na aprendizagem de audição “activa”, com exercícios associados tanto as músicas ouvidas na aula como a temática a ser desenvolvida em cada aula.

Workshop de Ensemble e Improvisação I e II

Workshop em grupo onde os alunos desenvolverão linguagem e sensibilidade rítimica inerente ao Jazz, tocar em grupo, e improvisação. Os temas serão aprendidos “de ouvido”, e os exercícios propostos explorarão várias possibilidades harmónicas e acentuarão a confiança na improvisação. Todos os instrumentos são bem vindos, e os níveis I e II são correspondentes as idades e nível de entrada dos alunos.

Aprender Lado a Lado

Neste workshop mensal, os alunos terão a possibilidade de aprender com cada um dos professores da Escola de Jazz do Braço de Prata. Sendo cada professor um mentor qualificado num instrumento específico, e com um universo musical particular, os alunos poderão fazer workshops diversificados com temáticas que espelham a diversidade de linguagens do Jazz. Pense em workshops que irão desde uma prática rítmica mais acentuada, com percussão e bateria, a workshops que incidirão em temas de Jazz Latino e Brasileiro, até workshops de composição para crianças.

Ensemble Vocal e de Movimento I e II

Nesta aula de Coro as crianças praticarão técnica vocal, treino auditivo, técnica de microfone, repertório de Jazz de vários lugares do mundo, e interpretação. Composto em grupo vocal + solistas, os alunos aprenderão a cantar em uníssono, bem como em harmonias simplificadas, de acordo com suas idades e níveis de desenvolvimento. Alguns temas terão movimento e percussão associados – a interdisciplinaridade e coordenação vocal/motora são valorizadas.

Aulas de Instrumento I e II

Aulas de Canto, Guitarra, Piano, Bateria/Percussão, Baixo e Trompete, com os professores da Escola de Jazz, e com workshops pontuais de músicos convidados.

OFICINAS DO SOM E DA FÚRIA

Oficinas paralelas à disciplina de formação musical.

Abertas aos alunos da Escola de Música e a alunos em regime de Curso Livre.
De 5 a 15 alunos
Idades: 8 a 12 anos – 13 a 18 anos – adultos

 

DOCENTE: DANIEL SCHVETZ
Daniel Schvetz estudou piano e composição no Conservatório Nacional de Buenos Aires López Bouchard, composição no Conservatório Beethoven, e música electroacústica na Universidade Ricardo Rojas. Participou nos Cursos Latino-americanos de Música Contemporânea e Cursos de Verão no IRCAM (recursos electroacústicos). Foi discípulo em piano de Roberto Brando, Moises Makaroff, M. R. Oubiña de Castro, em composição, contraponto e fuga de Guillermo Graetzer, em análise e harmonia do séc. XX de Fermina Casanova. Viajou várias vezes pela Argentina, Peru, Bolívia, Brasil, Chile, Uruguai e Paraguai como intérprete e pesquisador dos diversos folclores, o que inspirou muitas obras desse período, não só pelas riquíssimas variedades e estilos musicais, como pela poesia, literatura e tradições culturais das diversas geografias e povoações. Participou de projectos jazzísticos e de improvisação pura, de inspiração folclórica como “Luna”, “Canto Entero”, de tango e inspiração tangueira como “El Borde”, “Duo Naka-Schvetz”, e de vários projectos de música contemporânea como “Ophris” com César Viana, interpretando obras de compositores portugueses, e os ensembles Septeto Daniel Schvetz, Duo “Moderato Tangabile” com o tubista Sérgio Carolino, e o Duo“ Pois é” com a cantora Sara Belo e “Pianordeão” com o acordeonista Pedro Santos. Compôs para orquestra, ensembles de câmara, coro e solistas, destacando-se as óperas O Principezinho , O Defunto e a A Conferência dos Pássaros, a Misatango e o Concerto para bandoneón e orquestra entre outras obras concertantes. Docente de Composição Teoría e Análise Musical no Conservatório Nacional de Lisboa.

 

OFICINA DO RUÍDO

Linhas gerais do plano da disciplina

Contacto directo com a produção de som. Propõe-se a participação directa na concepção do que será ouvido e, fundamentalmente, a preparação e eleição do material, do veículo com que a vibração é produzida. Experimentação e abordagens múltiplas à volta de todos os materiais com capacidade para a produção sonora, pelas vias mais variadas: percussão, frição, roçamento, exposição ao vento, vibração da mais simples à mais complexa. Orientação na construção de complexos sonoros, conforme iniciativa,criatividade, musicalidade de cada participante, orientados para tal. Numa 2º fase, utilização de recursos que levem à transformação e reutilização no suporte “sampling”, utilizando os elementos técnicos e software apropriados.

Variação

Ruido?..., barulho?..., pulsação?..., sensação de desagrado,... de agrado,... gosta-se, desgosta-se , em definitivo som, com as características e atributos que lhe são próprios. Na era do “ sampling”, cuja origem remonta à “música concreta” com Pierre Shaeffer e seu tratado dos objectos musicais (Traitée des Objets Musicaux) como ponto de partida oficial. Continuidade, periodicidade, interrupção, permanência, producção de dinâmicas, ciclo, timbre/fonte, materiais...Todo o reino do universo material tem capacidade para participar do fenómeno sonoro, todo o tipo de material produz, por diversas formas de estímulo possíveis, vibrações com características reconhecíveis. A madeira - as variedades quase infinitas de madeira que este planeta nos oferece – constituem um suporte para infinidade de formas de produzir som: fricção, choque, roçamento, entre outras constatações possíveis. Será igual com cada um dos tipos de metal, e de plástico, e papel, e vidro. A música concreta foi assim catalogada por ser, ela própria, feita de fontes sonoras do quotidiano: gritos, locomotivas, carros, chuva, golpes vários, e este material era, am alguns casos, gravado e re-utilizado como material ou fonte sonora - como instrumento - ou isolado, ou associado a instrumentos tradicionais. Hoje, 2017, há já bastante tempo que o “sampling” é utilizado nos mais variados formatos e associações, sobretudo, na maioria das estéticas ou correntes de pensamento e de concepção musical: Pop, Rock, Electrónica, Electroacústica, Contemporânea, Jazz, Jazz-Rock, Música para cinema (video, instalação, performances várias) , Dança, Gingle publicitário...

1º Fase : Os materiais

- Os ruídos do plástico: garrafas, sacos, copos, carrinhos, rodas, de entre uma infinidade de produtos deste material (não degradável), cada um com a sua história, percurso e impacto no meio ambiente, conforme o contexto, habitat, destino original... Pesquisa e catalogação das diversas formas de produção de som possível, conforme critérios como dureza, espessura, tamanho, forma, tipo de superfície, e demais categorias possíveis. Orientação para a construcção de engenhos sonoros dum único material de origem.

- Os ruídos do Vidro ( procedimentos análogos )
- Os ruídos do Papel ( procedimentos análogos )
- Os ruídos da Madeira ( procedimentos análogos )
- Os ruídos da Água ( procedimentos análogos )
- Os ruídos da Tela ( procedimentos análogos )
- Os ruídos da Voz ( procedimentos análogos )
- Os ruídos da Pedra ( procedimentos análogos )
- Os ruídos do Metal ( procedimentos análogos )

2º fase: MARIMBANDO

A categoria da família das chamadas lâminas (Marimba, Vibrafone, Xilofone, Glockenspiel, Metalofone...) com representantes, com diversos nomes, em várias tradições nos 5 continentes, nas quais mudam os nomes, os tamanhos, o tipo de forma de produção sonora, -em que também deveremos incluir o Carrilhão (sinos )- é a inspiração para esta iniciativa, corolário da fase final deste atelier.
Os alunos participantes serão incentivados e orientados para a construção dos engenhos sonoros já mencionados, com algum grau de sofisticação e complexidade, neste caso, um instrumento concebido, construído e executável em grupo.

 

OFICINA DO SILÊNCIO

Tal como Claude Debussy o enunciou ”o silêncio também é música”. Será mesmo música?  Aprendemos a cantar  repetindo o que ouvimos ou nos ensinam, seja a nossa mãe, o/a nosso/a professor/a de música, ou quando repetimos o que cantam os nossos amigos ou colegas, ou o que ouvimos na rádio ou na televisão ou nos dispositivos reprodutores de mp3. Cantamos com outros - às vezes, sozinhos - mas também guardamos tais melodias nas nossas memórias.  

 “ SILÊNCIO!!” grita a professora, o treinador, a nossa mãe ou avó, o orador, o juiz, o presidente duma bancada política. Apesar de o silêncio ser solicitado de várias maneiras ninguém se lembra de alguma vez nos terem explicado com algum cuidado o que é tal entidade, como se produz, qual é a sua... materialidade, forma ou aspecto. Mais do que aprender a “ouvir” ou “perceber” esta nobre presença, trata-se de vivenciar esta aparente ausência, treinar a percepção de e em  tal domínio.  

A contemplação não é só atributo de monjes, crentes, religiosos. O modo em que é possível ver  os diversos registos do mundo a que pertencemos, será tanto mais genuíno quanto mais calma e silenciosa –sem preconceitos, frases e ideias - for a atitude nossa como espectadores, atentos  curiosos ávidos de alimento imaterial. É possível, sim, orientar a experiência do som eclipsando os silêncios, e do silêncio eclipsando os sons, silêncio criativo, maior  ou menor, interessante ou não.

                                                    

OFICINA DO OUVIR

O ouvir ocupa uma parcela maioritária da nossa existência quotidiana. De facto, ouvimos a tempo inteiro, sem interrupção, desde o momento em que nascemos, ou mesmo bastantes meses antes. O som chega-nos desde sempre, sem interrupção alguma. Ouvimos em todos os estados de consciência, na vigília, no dormir- apesar de não termos tido disso noção ou consciência. Ouvimos em maior medida que vemos. Assim como podemos guardar no nosso “HD” natural,  cores, formas, caras, paisagens, palavras... enfim, tudo o que admite ser visto pelos órgãos da visão... tal acontece com os estímulos sonoros. O arquivo de material sonoro é variadíssimo, multifacetado... desconhecido em grande medida, simplesmente aguarda a receber luz que lhe dê vida, que o desperte dum longo estado de catalepsia, coexiste com aquele que está, de facto, activo e utilizado/utilizável. Orientar um ouvir consciente terá necessariamente uma componente de mistério, ligada à descoberta, pesquisa,busca,re-audição do já ouvido. Ensinar, treinar uma audição intencional? É disso que se trata: o que ouvir, como ouvir, quanto ouvir. E o ouvir, a audição, não se reduz só à música (apesar de este registo ser destino privilegiado). A declamação de um poema, o contar uma história, um diálogo, a infinita polifonia dos sons do contexto que habitamos, e registos ou dimensões que irão surgindo ao longo das sessões. Cada sessão será um novo conjunto de propostas para um trabalho activo de audição, conforme tópicos pre-definidos, sejam os alunos crianças, pessoas de meia idade, adultos, terceira idade. 

 

OFICINA DA ATENÇÃO

Intimamente ligado à questão fulcral do ouvir, mas com uma abrangência muito maior, estamos a falar de disponibilidade, de energia, de continuidade. Disponibilidade que deve ser treinada, conhecida, estudada em todas as suas categorias. Sendo este termo de utilização quotidiana, contínua, nas mais variadas circunstâncias. A atenção tem uma forte ligação à memória, que é reflexo de tudo o que somos. Tudo o que em nós se manifesta é ressonância de material guardado nas diferentes camadas e funções do ser humano. A proposta de uma oficina ou laboratório dedicado especificamente à atenção será de carácter prático, concreto, atacando tópicos específicos, desde a componente visual (imagem, video), passando pela leituras de contos, poemas, textos, trechos de ensaios, contos infantis, poemas para crianças, dependendo sempre das características etárias dos grupos de participantes. 

 

VIOLINO E VIOLETA

MARIA DO MAR BRITO

FLAUTA DE BISEL

ANTÓNIO CARRILHO

ACORDEÃO

PEDRO SANTOS

PIANO
DANIEL SCHVETZ E MARTIN GERHARDT
CANTO - VOZ
ANA ESTER NEVES