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Ao longo destes 11 anos de programação, muitos têm sido os projectos da América Latina que acolhemos. Em cada um, fomos percebendo que em Portugal, pouco mais se conhece além do samba, do forró, da salsa, do tango e dos mariachi.

Durante este tempo, fomos também encontrando gente cheia daquilo que se desconhece, e em 2018 decidimos inaugurar, às quintas-feiras, o projecto AMÉRICA LATINA POR LA NOCHE, uma série de concertos comentados, que vêm levantar véus de pedaços daquele continente, e se dedicam à música popular e tradicional de vários países da América Latina.

A série divide-se em blocos mensais, cada um dedicado a um país. Os concertos apresentam diversos géneros musicais, representativos de cada um dos países e regiões considerados, que constituem a matéria-prima dos actuais movimentos musicais hispano-americanos. Este repertório é enquadrado brevemente por um orador convidado ou por um elemento do Espírito Nativo, considerando elementos musicais propriamente ditos, histórias e experiências de cada convidado, mas também a origem, função social e evolução de cada género. Como qualquer tradição viva, estas raízes continuam a evoluir no presente e a trilhar novos caminhos gerados pela mistura entre diversas tradições musicais e também pela queda de fronteiras entre o erudito e o popular, o passado e o presente. 

Como resultado é comum encontrar um huayno andino tocado em charango numa banda sonora de um filme ou documentário, gaitas tradicionais da Colômbia ou música afro-peruana em parceria com a música electrónica, cujos protagonistas constituem presença habitual nos circuitos internacionais da World Music.

Cuba não é só salsa e estribilhos banais!

A Nova Trova Cubana é um movimento musical que surgiu nos anos setenta, e forma parte do movimento Pan-americano da Nova Canção. Nele são usados textos sofisticados, elaborados formal e academicamente, literariamente autoconscientes, “procurando escapar das banalidades quotidianas, mediante a exaltação dos ideais da injustiça, do sexismo, do colonialismo, do racismo e de outros temas similares”. Foi principalmente influenciada pela Nueva Canción chilena e espanhola, o Canto Nuevo boliviano, o Canto Livre português, bem como a Nova Canção e o Tropicalismo brasileiros. Entre os seus representantes merecem destaque: Carlos Puebla, Sílvio Rodríguez e Pablo Milanés.

Serão interpretados, neste ciclo, temas da nova trova cubana actual, de músicos destacados como Pedro Luís Ferrer, Frank Delgado, Virulo, entre outros. 

O “son” cubano será o género musical anfitrião, que ganha a sua melhor expressão através do três, cordofone cubano de três cordas duplas. 

Além do “son” cubano serão também mostrados alguns géneros musicais menos conhecidos como o nengón e o changüi, seus antepassados.

Jacqueline Mercado (voz), Rui Meira (guitarra), Ricardo Quinteira (três cubano e guitarra) e Iúri Oliveira (percussão).

 

Espírito Nativo 

Espírito Nativo é um grupo de músicos coordenados por Jacqueline Mercado e Rui Meira, que partilham a paixão pela música ibero-americana. Embora individualmente tenham origens, formação e influências muito variadas, o grupo demarca-se com sua própria sonoridade, resultado do conhecimento directo das realidades latino-americanas.

O Espírito Nativo faz-se com fios de cores, materiais e texturas diversas: a madeira do cajón peruano que passa pelo bombo argentino, o impulso do “tres” cubano e uma voz mexicana que, quando reunidos, resultam numa peça única. O resultado é uma combinação deliciosa, em que estão presentes as vertentes mágicas da herança da música afro-peruana e do folclore latino-americano em geral, que cada um dos seus membros traz para enriquecer o trabalho.

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