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INAUGURAÇÃO | 5 DE OUTUBRO 2017 - 19H00
Sala Eduardo Prado Coelho

vale formoso

 

Exposição de Pintura: LISBOA MAIS
Curadoria: Galeria de Arte Vale Formoso – Lisboa





Os artistas residentes da Galeria de Arte Vale Formoso expõem os seus mais recentes trabalhos de pintura. Estes artistas desenvolvem muito do seu trabalho no atelier da Galeria. Não é uma oficina à maneira renascentista e menos ainda das mais modernas. Pelo contrário. O atelier da Galeria tem para cada artista uma respiração própria onde se inscreve a total liberdade de criar de que resulta cada um ter a sua identidade estética e plástica. 

Silvy
Imagens dotadas de escassez informacional e outras de contradições com o real. Árvores que são quase como resíduos de si mesmas.
É a sua realização plástica que transporta a sensualidade   pressentida no aparente realismo gestaltista. 
Sólidas ou fugidias como sons gritos pedindo liberdade, cada uma faz ressurgir uma intuição que temos adormecida, vacilando entre o inteligível e a emoção. São figuras não narrativas, antes múltiplas metáforas intrincadas desenraizadas suplicantes à maneira de Schopenhauer em O Mundo Como Vontade e Representação uma  expressão da natureza da vida e da existência, (mais) uma (tentativa de) resposta à pergunta: “O que é a vida?"

 

Maria Teresa

A figuração doce e naïf da cidade, dos seus habitantes e objetos, contidos no poderoso e minucioso desempenho plástico de Maria Teresa, transporta para uma claridade inesperada a experiência da observação da sua pintura, sempre muito perto da poética dos espaços.
Taine define este tipo de Arte como "poesia idealista na aparência de pintura realista". À maneira de Rousseau, do real que a estética poderia qualificar como essencial se faz a inspiração de cor e de luz em meticulosa e suave pincelada que o transforma em suave poema. Como em Pessoa: “…gato que brincas na rua…E sentes só o que sentes. És feliz porque és assim”.

L.P.
A pintura de LP tanto pode sugerir a plasticidade dos campos de cor rasgados, como de pontos, linhas e manchas da Bauhaus de Weimer nomeadamente de Kandinski ou as influências de infância, tocando mesmo o surrealismo sem rede. A obra vale pelo absoluto de si que vem com a realização plástica que ancora e sugere diferentes intuições figurativas a cada novo olhar. Sendo uma total libertação do objeto, a informação que oferece estimula-nos a sentir livremente, fora do intelecto,  dentro do voo da intuição e das sensações, da criação experiência estética, da fruição absolutamente individualizada só possível em face da obra plástica sem objeto que assim não condiciona a  contemplação mas antes a liberta para ela própria poder criar. À  maneira de Alain "a arte não com a finalidade de exprimir uma ideia mas de fazer surgir uma ideia que o espírito pelos seus próprios meios nunca poderia formar."

Joana Viegas

É por meio do transformacionismo da paisagem urbana real que a obra pictórica de Joana Viegas é criada. Forte na cor e na luz tem a proeza mágica de fazer sentir cada lugar como uma redescoberta e o ímpeto de uma revisita. A arquitetura ressente-se e periga na obra plástica que a representa de forma nua e sem gente, em cores fortes e linhas muito livres, muito próprias e próximas da representação plástica ilustrativa e abstraída do pormenor, contendo o milagre de patentear de cada lugar a sua identidade. É como um oxímoro da representação pictórica pela linearidade curva das estruturas arquitetónicas na sua passagem do real para a obra de arte.

 

S.C.

Os objetos pictóricos são os da arquitetura que se mostra quase real, plasticamente luminosa, a par com outra que joga às escondidas com a fantasia de misturas impossíveis de espaços e objetos urbanos com estranhas visões de criaturas na cidade. À maneira de Hegel: " O sentimento e a ideia que, em pintura, inspiraram uma paisagem  conferem a essa obra do espírito um plano mais elevado que o da paisagem tal como existe na natureza Tudo quanto pertence ao espírito é superior ao que existe no estado natural.”
A obra plástica elaborada condensa a exaltação da pincelada ora suave ora vigorosa, ora luminosa ou triste e também alegre, como uma composição mozartiana.

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