DESARMADA
REVISTA DESARMADA
DESARMADA n.º8 | Abril 2020
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Como aconteceu com milhões de outras vidas, individuais e colectivas, a vida da Fábrica do Braço de Prata foi profundamente abalada com a epidemia da Covid 19. Por isso, no dia 12 de Março publicámos um comunicado nas nossas plataformas digitais anunciando o encerramento de todas as nossas actividades. Aí dizíamos “Sabemos que todas as medidas sanitárias impostas pela epidemia do Coronavírus respondem a uma agenda política securitária. Estamos sob um “estado de excepção”. Em nome da protecção dos cidadãos, suspendem-se todos os seus direitos políticos.”
As reacções a este nosso comunicado foram surpreendentes. Fomos assim forçados a publicar um segundo comunicado, com reacções ainda mais surpreendentes, que deixavam a nu uma certa pobreza dos hábitos de pensamento no nosso país.
Não teria então a Fábrica do Braço de Prata a obrigação de contrariar esse estado de coisas? Não haveria um novo imperativo cultural colocado a essa mesma Fábrica que tinha criado um tão grande sobressalto de opinião com o seu apelo a preservar não apenas a vida biológica, mas também a vida como escolha de uma certa forma de vida?
Se tínhamos sido os primeiros a perturbar as regras de legítima defesa diante do vírus e a incomodar os reflexos condicionados colectivos provocados pelo pânico, esperava-se de nós uma contrapartida, nem que fosse apenas no plano das ideias.
Esta edição da Desarmada é essa contrapartida. | LER
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DESARMADA n.º7 | Dezembro 2019
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Recomeçar a vida a partir do nada tornou-se cada vez mais difícil.
Por isso gostamos tanto do ritual do novo ano e das promessas de mudança de vida ao som das doze badaladas. É que esse é o único momento do ano em que acreditamos ser possível começar tudo de novo. E, no entanto …
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DESARMADA n.º6 | Novembro 2019
O Curso Livre de Filosofia Contemporânea, que tínhamos iniciado em 2018, ganhou uma nova forma em Outubro de 2019. Em lugar de cada sessão das quartas-feiras ter a forma de uma conversa em torno de um documentário ou de uma entrevista gravada com alguns dos mais importantes pensadores contemporâneos, passámos a convidar pessoas inspiradoras da nossa vontade de pensar. Começámos com Roberto Machado, António Bracinha Vieira, Francisco Louçã e António Guerreiro em Outubro. Em Novembro teremos a participação de Rui Tavares (dia 20) e de Helena Roseta (dia 27). Para nos ajudar a preparar o debate sobre as suas teses, Helena Roseta enviou já uma versão condensada da sua exposição, que é publicada neste número com o título “Os tempos do tempo”. Publicamos também uma visão panorâmica da Primeira Bienal de Arte Contemporânea, que se realizou na Fábrica entre os dias 7 e 14 de Novembro. E um ensaio crítico sobre a peça “Amor em Rodapé” que tem estado em cena durante este mês. E, claro, pode aqui ler-se agenda completa da Fábrica, depois da Festa de los Muertos com que encerrámos o mês de Outubro. | LER
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DESARMADA n.º5 | Outubro 2019
Desde há alguns anos que a Fábrica faz do dia dos mortos um momento muito forte do nosso calendário. Festejar o dia dos mortos na Fábrica segundo as tradições do México é, portanto, a forma mais intensa de afirmar a superioridade da cultura do Divertimento contra as tradições do macabro e do lúgubre. Por um dia, vamos rememorar todos aqueles que nos precederam e que, sem o saberem, nos incluíram no seu testamento. Construiremos, como no México, altares. Serão dedicados aos filósofos e aos homens e mulheres que nos legaram ficções e filmes e que convocamos todos os dias para dar nomes às nossas salas. Ao trazermos música e dança para o dia dos mortos é também a afirmação de todas as linhas de vida que têm tornado possível a existência da Fábrica. Por isso, este número da Desarmada oscila entre a melancolia e a extravagância, acompanhando um mês que, antes da festa dos mortos, já no dia 12 de Outubro, celebra a vida do grande músico Fela Kuti, desaparecido em 1997. | LER
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DESARMADA n.º4 | Setembro 2019

Três grandes acontecimentos marcam o final do mês de Setembro e o início de Outubro.
No dia 28 de Setembro, a segunda edição do Festival de Kora. A 3 de Outubro será inaugurada uma nova Livraria da Fábrica. E, no final do dia 5 de Outubro, Roberto Machado, que é o nosso filósofo residente nos meses de Setembro e Outubro, fará a apresentação do seu livro Impressões de Michel Foucault. De cada um destes 3 grandes acontecimentos a Desarmada deste mês dá notícia mais detalhada.
Temos ainda um texto crítico de balanço da exposição colectiva Loss & Lucidity de Anita Pinto e Raquel Lima reconstitui pequenas memórias das várias representações da peça 3 e um Quarto que, numa Sala Woolf sempre lotada, nos obriga a prolongar esta experiência de um teatro mínimo para três actores. É entrar e descobrir. | LER
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DESARMADA n.º3 | Agosto 2019
A arte é o que aparece apenas para aparecer. Antes de ter um significado, uma forma, uma matéria, cada novo objecto – criado segundo o regime estético – responde sobretudo a um imperativo de aparição. Por outro lado, sobretudo no campo das artes performativas, a arte contemporânea trabalhou a experiência, não tanto do aparecimento de algo, mas, pelo contrário, a do seu desaparecimento.
A Fábrica do Braço de Prata quer dedicar os meses de Agosto e Setembro a pensar esta tensão entre o aparecer e o desaparecer que caracteriza a arte contemporânea.
Desarmada nº3 é uma longa experiência do par aparecimento / desaparecimento. Dentro de um mês, com a publicação do número 4, também ela descerá ao inferno dos desaparecidos. Deixará de estar visível na página inicial deste site a partir de Setembro. Mas, como Eurídice, ela poderá ser procurada nesse inferno dos desaparecidos. Graças ao link que permanecerá na secção de Desarmada do nosso site, todos nós poderemos ser Orfeus, todos nós poderemos regressar ao mundo das coisas que alguma vez apareceram no nosso monitor. E, ao contrário de Orfeu, poderemos voltar a olhar de frente para esses números da Desarmada desaparecidos sem recear que eles desapareçam bruscamente pelo simples facto de terem sido de novo trazidos à esfera da aparição. | LER
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DESARMADA n.º2 | Julho 2019
Ainda não é este o formato definitivo da nossa revista. Percebemos que tem demasiado texto. Enquanto no número 1 procurámos que cada página tivesse apenas uma frase, para este número 2 ultrapassámos todas as proporções entre o sensível e o inteligível. Há textos que se estendem por mais de uma dezena de páginas. Ninguém hoje é capaz de se demorar mais do que 20 segundos diante de uma mesma imagem de visor. Como propor então uma matéria que obriga a uma focagem da atenção por várias minutos? É verdade que o trabalho gráfico do Felipe Raizer consegue transformar essa exuberância de coisas para ler numa experiência de visão polifónica, quase um bailado para os sentidos. Mesmo assim, sabemos que poucos leitores deste número 2 de Desarmada chegarão à última frase de cada artigo. | LER
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Desarmada Nº1 – Junho 2019
Totalmente experimental, pensada e executada sobre a hora, a tempo de ser editada no dia da celebração dos nos 12 anos de vida da Fábrica, esta Sexta-feira, dia 14. Intitulada “Desarmada”, é muito mais do que uma referência aos anteriores usos da Fábrica. Se vivemos todos num regime democrático, tornado possível em 25 de Abril de 1974 por algo que se apresentou como Movimento das Forças Armadas, chegou o momento de aprofundar a nossa democracia a golpes de Forças Desarmadas, como aquelas que se inventam todos os dias com oficinas de circo e de literatura para crianças que não querem ir à escola, com aulas de Jazz, com exposições de artistas que não fazem parte da Colecção Berardo, com livros mais baratos do que aqueles que se vendem nos supermercados, mas também com bacalhau, petiscos e muito vinho tinto. | LER
DESARMADA n.º1 | Junho 2019
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